Afinal o número de funcionários públicod tem dominuído (como tenho ouvido dizer, nomeadamente para as bandas do governo) ou aumentado, (como afirma agora Constâncio)?
Perante a notícia de que a presença da fábrica de pirotecnia era anterior à construção das habitações que a rodearam e da escola, torna-se necessário reformular a pergunta:
Como é possível que se construam casas de habitação e uma escola tão próximo de uma fábrica de explosivos, sabendo-se, para mais, que já houve em anos anteriores explosões com vítimas mortais? Não há regras, não há necessidade de licanças?
Como é possível que exista uma fábrica de explosivos junto de casas de habitação, já para não falar na ainda mais incrível existência na proximidade de uma escola primária? A fábrica explodiu, causando a morte a um trabalhador e ferimentos ligeiros a duas crianças. Aconteceu em Canidelo, Vila do Conde.
No tempo do Estado Novo, pelo menos enquanto ele foi de facto novo, que depois de velho perdeu-se esse hábito, perguntava-se em reuniões "patrióticas": «Quem manda?». E a multidão respondia: «Salazar, Salazar, Salazar!». (pelo menos contaram-me isto, que não sou tão velho a ponto de me lembrar).
Agora quem manda? Teixeira dos Santos ou Mendonça?
Parece quer Sócrates resolveu sacrificar o primeiro. Ele é que manda e mandou-o calar-se dando razão ao Ministro das Obras Públicas. Será que se fica?
Que dirão um ao outro Passos Coelho e Sócrates amanhã quando se encontrarem às 11:30?
Será que viremos a saber tanto como da reunião de 3 horas que tiveram há dias?
Quando achará Cavaco que é altura de dizer alguma coisa?
Acabei de descobrir o sítio do CERN que descreve as experiências de colisão de partículas em curso em Genebra. Vale a pena ir lá, apesar de, como revela o blog De Rerum Natura, muita gente não saber "para que serve".
Embora pouco perceba de Física (apesar de ter conseguido passar nos exames de Física I e Física II nos bons tempos do Professor Silveira no IST) congratulei-me com o êxito do reinício do Large Hadron Collider (LHC) em Genebra. Claro que não consigo alcançar qual é o interesse de recriar as condições do Big Bang, a não ser se for para conseguir criar um novo Universo melhor do que este (pior é difícil!), mas se eu e os meus próximos não puderem ser levados para esse novo Universo, pouco adianta. Mas se é um êxito científico, mesmo que eu não o compreenda, tudo bem.
O feito teve pelo menos a vantagem de me levar a conhecer o blog Corta Vicente, que se refere à experiência com grande sabedoria. Esperemos que as próximas colisões de partículas a velocidades próximas da da luz (ou à velocidade da luz, segundo certos jornalistas que nunca estudarama teoria da relatividade de Einstein) me levem a conhecer outros blogs interessantes.
Para os jornalistas das TVs, 3 zeros a mais ou a menos fazem muita confusão. Segundo uma notícia de ontem, o banco HSBC distribuiu "dez mil milhões de euros de bónus a cada administrador, tendo apresentado lucros de 4300 mil milhões de euros". Desconfiei logo da notícia. Em primeiro lugar, apesar das somas astronómicas que nos surpreendem diariamente de salários e prémios de gestores de topo (até cá pelo burgo), dez mil milhões de euros para cada administrador parece impensável. Em segundo lugar não tem sentido conceder bónus várias vezes superiores ao lucro obtido.
Hoje procurei e achei: Segundo a Reuters, o CEO do HSBC «Geoghegan stands to be awarded a bonus of four times his basic salary of 1.1 million pounds ($1.68 million).» Ora 1,68 milões de dólares equivalem a 2,29 milões de euros, o bónus será 4 vezes esta quantia, ou seja cerca de 10 milões de euros, 1000 vezes menos do que a quantia citada. Mesmo assim é muito dinheiro, mas nada que não se possa ganhar jogando ao Euromilhões. O Sr. Geoghedan também achou muito, e como alguns dirigentes de topo de bancos britânicos têm-se abstido de receber bónus e outros, que os aceitaram, têm sido muito criticados, doou o seu bónus para obras de caridade. Fica-lhe muito bem.
É bem que a "Face oculta" oculta muitas coisas. Poucos casos têm suscitado tantas dúvidas e incertezas como este. Senão vejamos:
Quantas escutas foram efectuadas? Quantas destas envolviam Sócrates? Foram todas ou só algumas enviadas ao procurador Pinto Monteiro? As escutas enviadas ao PGR foram integradas em certidões tiradas do processo principal para abertura de outros processos? Todas? Com as eventuais certidões seguiram cópias das escutas e os originais continuaram em poder do juiz titular do processo principal em Aveiro? O PGR fez despachos sobre todas estas certidões e/ou respectivas escutas? Estas certidões foram enviadas ao Presidente do Supremo? Ou foram só as escutas? Quantas? As escutas que foram enviadas ao PGR coincidem com as que o Presidente do Supremo recebeu? O PGR tem ainda em seu poder certidões ou escutas ou cópias de escutas que não foram alvo de apreciação pelo Supremo? Há ainda em Aveiro escutas que não foram enviadas ao PGR? Há despachos sobre estas eventuais escutas? O processo em Aveiro segue os seus trâmites? Que escutas foram arquivadas? O arquivamento foi efectuada por ordem do juiz de Aveiro, do PGR ou do Supremo? etc? etc? etc?
Ouvi dizer que o Ministro da Economis defendeu a construção da linha do TGV Lisbos-Madrid com o incrível argumento de que Lisboa se poderia transformar na praia de Madrid! Custa-me a crer. Será este o destino do nosso país? Tornar-se na praia de Espanha?
Mas a sério: Haverá algum madrileno que gaste um bilhete de ida e volta do TGV, que não se prevê nada barato, para vir à praia? Para já não há praias em Lisboa. A praia mais perto da capital é a de Algés, que há muito deixou de ser frequentada (ainda me lembro de ver rapazes a mergulhar lá, mas não eram propriamente veraneantes). Então o espanhol chega à Gare do Oriente e pergunta como chega à praia. O ministro estava a gozar ou quê? Creio que era «quê».