Só sei que nada sei. Talvez não seja bem assim, mas as dúvidas e incertezas são uma constante.
Sábado, 30 de Maio de 2009
Frustrações e silêncios das crianças

O Sr. Javier Urra, psicólogo, pedagogo e terapeuta espanhol, professor de psicologia na Universidade Complutense de Madrid e psicólogo forense no Tribunal Superior de Justiça e no Tribunal de Menores de Madrid, escreveu um livro sobre os segredos dos adolescentes portugueses. Segundo o artigo no i de hoje, para recolher material para o estudo serve de base ao livro, “Durante meses o psicólogo clínico espanhol entrou nas escolas de todo o país. Pediu aos adolescentes e também aos adultos para escreverem numa folha em branco o que escondem uns dos outros. Coleccionou 3400 desabafos anónimos e colocou-os no seu livro “O que Ocultam os Filhos e o que Escondem os Pais”.

É provável que o livro tenha valor em correspondência com a experiência do autor. O extenso artigo do i, assinado por Kátia Catulo, explica com algum pormenor as conclusões do estudo – e portanto do livro -, reproduz conselhos, contém uma curta entrevista com o autor e dá exemplos dos “segredos na família”. Vale a pena reproduzir estes “segredos”:
O que escondem as raparigas
- Namoros
- Relações sexuais, sobretudo na faixa etária entre os 15 e os 18 anos
- Problemas e as conversas com as amigas
- O que fazem com o tempo livre (dos 15 aos 18 anos)
- Faltas às aulas, fumar e beber

O que escondem os rapazes
- Comportamentos errados dentro e fora da escola
- Vida íntima e as relações amorosas
- Masturbação
- O que fazem com os amigos
- As notas e quase tudo o que se passa na escola
- Jogar videojogos fora dos horários determinados pelos pais. Ver os filmes que querem e quando lhes apetece
- Onde vão nos tempos livres e o que fazem durante as saídas. Beber e fumar

O que escondem os pais
- Dificuldades financeiras e problemas em geral para não preocupar os filhos
- Assuntos e experiências que viveram na adolescência
- Problemas conjugais, tema interdito sobretudo para as mães entre os 30 e os 45 anos
- Problemas de saúde e inquietações com o trabalho

Dito assim parece que o livro nada tem de original e que possa causar surpresa.

Mas o que o artigo não explica é como o psicólogo espanhol coligiu o material, se para entrar nas escolas e interrogar os adolescentes teve autorização dos pais, dos conselhos directivos das escolas, do Ministério da Educação, que tipo de abordagem teve para com os jovens que colaboraram. Este ponto parece-me importante, para além das conclusões e do eventual valor científico ou pedagógico do estudo, para explicar se o autor teve a “boa comunicação” que recomenda aos pais.
 



publicado por Pedro Freire às 21:38
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Esteve, sim.

Pronto, já confirmei: Zapatero esteve realmente em Coimbra. Muito tempo? Pouco tempo? Pelas palavras de Sócrates e por os operadores de câmara não o terem focado mais nas imagens que se seguiram do comício, depreendo que depois da sua intervenção se retirou. Será mesmo assim? Porquê? Só porque não se queria deitar muito tarde ou porque se sentiu desconfortável numa sala tão pequena e com pouca gente, em contraste nítido com o ambiente de Valência?



publicado por Pedro Freire às 00:46
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Sábado, 23 de Maio de 2009
Zapatero esteve mesmo em Coimbra?

Vi hoje muita televisão, vários noticiários, muityos discursos e reportagens em comícios, reuniões e jantares. Claro que não pude seguir em simultâneo os vários canais generalistas mais os noticiosos, mas hoje foi um dos dias em que vi mais televisão, até porque o tempo não convidava a passeios. Vi Sócrates com Zapatero em Valência e ouvi dizer que vieram ambos a Coimbra e que Zapatero fez uma intervenção no comício do PS português, mas não o consegui ver. Fiz agora uma busca nos sítios dos vários canais e estive a ver vários vídeos do comício coimbrão. Os discursos de Sócrates e de Vital Moreira estão bem documentados, mas de Zapatero nem sombra. Que terá dito, falou longamente ou foi uma intervenção curta, falou em espanhol ou tentou falar português, se se exprimiu em português terá tido mais êxito do que a tentativa de Sócrates falar espanhol? Chegou realmente a falar? Quando viu o tamanho da sala e que nem sequer estava cheia decidiu ir-se embora? Ou nem sequer esteve em Coimbra? Se esteve e se falou porque não há imagens ou se houve foram tão poucas que não consegui encontrá-las? Porque não está o discurso de Zapatero em Coimbra em qualquer vídeo dos sítios na internet das nossas televisões?



publicado por Pedro Freire às 22:35
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Deseducação sexual

Não tenho dúvidas de que a aluna que gravou a célebre aula de uma professora da Escola Sá Couto prestou um bom serviço à escola, à educação e mesmo ao país. Que seja interdito o uso de gravadores nas aulas é compreensível, mas neste caso a gravação serviu para denunciar o que merecia ser revelado e denunciado. Por isso parece-me secundário que a gravação, nas condições em que foi feita, seja um "meio de prova ilícito". Pois se o Ministério Público dá atenção, e bem, a acusações anónimas, que como meio de prova são evidentemente irrelevantes, esta denúncia da actuação da professora deve ser investigada, seja ou não a gravação legalmernte probatória. Não faltam testemunhas.



publicado por Pedro Freire às 23:52
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Domingo, 17 de Maio de 2009
Tentativa de fraude mal explicada

Segundo as notícias de hoje, uma mulher tentou transferir 50 mil milhões de dólares dos Estados Unidos para Portugal por intermédio de um contrato de transferência interbancária com origem no JP Morgan Chase Manhattan Bank. Por qualquer motivo não explicado, as autoridades portuguesas estão a investigar o que poderia ser a maior fraude de sempre no país. As suspeitas basear-se-iam no elevado montante envolvido e no "modo de actuação da mulher". Uma TV levantou a hipótese de a própria mulher, que segundo várias fontes não foi identificada, mas segundo outras já foi contactada, ser vítima e não autora da tentativa de fraude.

 

Mas afinal em que consiste a fraude? O dinheiro existe ou não existe no JP Morgan? Se existe, a ordem de transferência foi dada pelo seu proprietário ou não? Qualquer banco solicitado para este tipo de operações não trata antes de tudo de verificar junto do ordenante a sua legitimidade e a legalidade da operação? Alguém seria tão tolo que pensava que uma operação com uma quantia desta ordem de grandeza poderia não levantar suspeitas?

 

Segundo uma notícia, a fraude poderia ser do tipo das "cartas da Nigéria", embora não haja memória de montantes tão elevados envolvidos nesse tipo de fraude. Será possível convencer alguém que pode ganhar a totalidade ou parte de 50 mil milhões de dólares por entrar de qualquer modo nesse esquema?

 

Que significado pode ter a discrepância entre a taxa de câmbio do euro referida no contrato de transferência (1,17 dóleres) e a taxa actual do mercado cambial (1,36 dólares)? Será nessa diferença que pode residir a fraude?

 

Enfim, notícias que suscitam tantas interrpogações a que tenta compreender o que se passou (ou o que se tentava fazer) deixam-me confuso e irritado. Esspero bem que se venha a esclarecer alguma coisa sobre esta assunto.

 



publicado por Pedro Freire às 23:37
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Domingo, 10 de Maio de 2009
O Princípio da Incerteza no Público

Mais uma vez uma opinião minha mereceu ser transcrita no jornal Público. Trata-se do postal "Touradas" em que confessei a minha aversão a este tipo de espectáculos, como reacção a uma crónica de Helena Matos sobre o assunto com uma posição contrária.



publicado por Pedro Freire às 22:18
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L'état ç'est le PS

Vale a pena ler "As gaffes de uma (bi)candidata" no Blasfémias.

Delirei principalmente com aquela da (bi)candidata Elisa Ferreira ter dito: "Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS."

Com que então “o dinheiro é do Estado, é do PS”??? No tempo do Rei-Sol, este dizia “L’état ç’est moi!”. Pelos vistos, agora o Estado é o PS! Já desconfiava. Ou melhor, eu já estava a ver Sócrates afirmar: "O Estado sou eu!". E não me atrevo a dizer que se não o diz, pelo menos comporta-se como se o pensasse, porquer me arrisco a um processo por difamação.

Mas afinal esta Elisa Ferreira não é a mesma sobre que constou que, quando foi Ministra do Ambiente, se tinha desentendido com o seu secretário de Estado José Sócrates, a ponto de ter se ter demitido, deixando o lugar livre para a ascenção dele?



publicado por Pedro Freire às 00:23
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Por que é dada tão pouca informação sobre doente portuguesa com gripe?

Não compreendo a razão de tanto secretismo. Sobre a até agora única doente com gripe A H1N1 confirmada muito pouco nos tem sido dito. Não se trata de não trer sido revelada a identidade da senhora; claro que nem isso interessava, nem seria ético revelá-la. Nem me refiro a outros pormenores irrelevantes, como onde mora, com quem, se é casada ou solteira, que número calça e onde faz as suas compras. Claro que esse voierismo não teria qualquer interesse e não admira que sobre estas aspectos particulares e privados nada nos digam. Já me admiro que apenas digam que tem 31 anos e que veio do México, que já não apresenta sintomas e que as pessoas que com ela viajaram estão referenciadas. Mas há outras informações que me parece que seriam relevantes e sobre as quais nada é dito. Por exemplo: Se veio do México., tinha ido ao México como turista ou vivia lá? Em que região do México. Quando chegou e mais tarde que sintomas apresentava? A própria desconfiou que tinha a gripe mexicana? Telefonou para a linha Saúde? Tomou a iniciativa de revelar o seu estado às autoridades de saúde ou foi observada na aeroporto? As "pessoas que com ela viajavam" ou "os seus companheiros de viagem" são todos os ocupantes do avião em que viajou? Foram isolados? Foram simplesmente aconselhados a ficarem em casa? Quantos são? E os familiares? Ficarão alguns dias em quarentena? Já passou o período de quarentena? A doente não foi tratada com anti-virais por quê?

Todos estes pormenores poderiam ser úteis para outras pessoas saberem o que fazer. Por que razão não são divulgados?



publicado por Pedro Freire às 23:52
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Sábado, 2 de Maio de 2009
Touradas

Li o artigo de Helena Matos no Público "Em Sintra não comem frango?" (também se pode ler aqui).

Habitualmente aprecio muito os artigos da Helena Matos e, além de apreciar, concordo quase sempre e aplaudo o que escreve. Mas desta vez estou frontalmente contra a sua tese, e note-se que não sou sócio de nenhuma associação de defesa dos animais. Acho as touradas um espectáculo bárbaro e lamentável e para isso não necessito de ser vegetariano. Como frango, sim senhor. Lamento as condições em que quase sempre os animais destinados à alimentação são criados e engordados e sou de opinião que essas condições deveriam ser melhoradas, mesmo com maiores custos. Claro que reconheço que numa economia de mercado isso deverá ser muito difícil. Parece-me que o organismo humano está adaptado a uma alimentação omnívora que inclua carne e/ou peixe e a alimentação vegetariana, para ser completa e saudável, requer cuidados e recursos difíceis de manter na nossa sociedade. Isso não me leva a gostar de touradas e não vejo que a contradição seja flagrante, simplesmente porque as touradas são espectáculos e o abate de animais nos matadouros não o são. Já visitei, no âmbito da minha vida profissional, matadouros, aviários, vacarias e suiniculturas e não fico indiferente à morte dos animais, mas considero-a uma necessidade. Já a morte do touro e o sofrimento que a precede não são de modo nenhum necessários, são praticados para prazer dos espectadores. O único argumento de Helena Matos com que concordo é o da inevitável extinção do touro bravo caso as touradas viessem a ser proibidas. Mas não é uma triste sina livrar uma espécie de extinção com o fim de a poder torturar em público?



publicado por Pedro Freire às 23:10
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Gripe de quê?

Claro que me assusta o risco de uma pandemia mortífera de gripe. Mas lá por isso não deixo de me interrogar sobre se a devo designar por gripe suína, gripe porcina, gripe mexicana, gripe da América do Norte, gripe H1N1 ou simplemente gripe A. Ouvi ou li todas estas designações na TV e na imprensa. Mas ainda mais confuso fico com os números da doença, principalmente o número de mortos, que já foram descritos por esta ordem: 17, 18, 20, 26, 103, 149, 159 (até aqui tudo bem (sob o aspecto lógico, porque são números crescentes, já que os mortos não costumam resuscitar), mas depois ouvi números como 7, 8, novamente 26 e novamente cerca de 150. Em que ficamos? Sobre os números de doentes confirmados e de suspeitos também ouvi valores díspares que me deixaram baralhado e muitas vezes ouvi números atirados ao ar sem definir se eram doentes, se estavam confirmados como sendo desta gripe e não de outra gripe ou de outra doença qualquer ou se eram simples suspeitos.

 

Mas o que mais me preocupou foi a explicação para o número de mortos declarados pelas autoridades mexicanas ter descido de 149 para 7. Segundo ouvi foi que afinal só para esses 7  estava confirmado por análises de confiança que a morte tinha sido mesmo causada pela estirpe H1N1. Mas então e os outros? Partindo do princípio que o engano não tinha sido na contagem, chega-se à conclusão que houve 142 pacientes que morreram no México com sintomas que se podiam confundir com a gripe, mas que afinal não tinham morrido da gripe H1N1! A mim, pobre ignorante dessas coisas, parece-me bem mais grave que tenham morrido 142 pessoas de uma outra gripe ou de outra doença não identificada do que a morte dos 7 confirmados como sendo H1N1. Será que essa outra doença responsável pelas 142 mortes não pode causar uma pandemia?

 



publicado por Pedro Freire às 00:17
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