Só sei que nada sei. Talvez não seja bem assim, mas as dúvidas e incertezas são uma constante.
Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
Pais Jorge e os swaps tóxicos

Toda a gente tem opiniões firmes sobre a demissão de Joaquim Pais Jorge e os swaps. Espanta-me que tantas pessoas entre políticos, jornalistas, politólogos (seja lá isso o que for) e comentadores dominem tão profundamente o assunto. Por mim, confesso a minha ignorância profunda, apesar de me interessar e ter ouvido e lido muito sobre o tema. Gostaria de ver respondidas tantas questões que temo bem que isso seja impossível e eu continue ignorante. São elas:

1) Como se distinguem os swaps tóxicos do edíveis? Quais os critérios de toxicidade?
2) Os swaps que alegadamente Pais Jorge, quando director do City Group, tentou vender ao Governo de Sócrates eram tóxicos?
3) Se eram tóxicos, eram mais ou tão tóxicos do que os swaps tóxicos que o Governo de Sócrates contratou e que estão agora a ser renegociados?
4) Alguém sabe ou desconfia quais as razões porque o Governo de Sócrates não aceitou a oferta do City e aceitou ofertas de outros bancos?
5) Qual o verdadeiro papel de Pais Jorge na oferta do City, para além de ter estado presente nas reuniões em que esta foi apresentada ao assessores de Sócrates?
6) Pais Jorge participou activamente na oferta por actos ou palavras?
7) Pais Jorge, enquanto quadro do City, poderia ter agido de outra forma, poderia ter-se negado a participar nas reuniões ou poderia ter feito uma declaração de discordância por ser de opinião que o produto que era oferecido era inconveniente?
8) O contrato que eventualmente resultasse dessa oferta seria legal?
9) Se o contrato seria legal, porque foi exigida a demissão de Pais Jorge? (Eu sei que nem tudo o que é legal é politicamente aceitável, mas nessa negociação Pais Jorge não actuava politicamente nem era político, era um quadro duma entidade bancária que oferecia um produto legal e apenas os representantes governamentais seriam politicamente responsáveis se tivessem aceitado a oferta, como outros fizeram.)

Se os jornalistas e comentadores que arrastaram o Secretário de Estado do Tesouro para a demissão  podem responder a estas perguntas, talvez seja de reconhecer-lhes alguma razão nas suas declarações, caso contrário deveriam procurar informar-se primeiro e informar devidamente o público.



publicado por Pedro Freire às 15:03
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